A entrevista a seguir foi concedida pelo Presidente da Englishvox em 29/03/2010, ao site Capacitando.Net e pode ser lida em (http://capacitando.net/?p=112). Se você ainda não se convenceu de que precisa aprender inglês, vale a pena ler e refletir sobre o assunto. Entrevista publicada no site
Capacitando.Net : Muito se fala que o estudo de idioma é importante para o crescimento profissional. Mas os jovens parecem não dar a devida importância para o estudo de idiomas. O senhor concorda com esta visão?
Guilherme F. G. Dias: Um fator para isto é a característica do adolescente de subjugar o aprendizado. Para muitos, já sabem o suficiente e por isso não precisam estudar mais. Outro fator é o imediatismo dos jovens. Muitos nos procuram perguntando se conseguirão aprender inglês em 1 ano, ou até em 3 meses. O jovem é ansioso e se preocupa com o “agora”. Aprender um idioma requer paciência, dedicação, motivação e persistência. Então, para não assumirem que estão deixando de lado o aprendizado, muitas vezes preferem dizer que não precisam e que, por isso, não vão estudar.
“65% das empresas valorizam candidatos
que sabem inglês. Nas multi-nacionais o índice é de 95%”
Capacitando.Net: Mas conhecer um idioma realmente faz diferença para o futuro profissional, mesmo para quem não trabalha em uma multinacional ou empresa de exportação?
Guilherme F. G. Dias: Faz muita diferença sim. Tenho dados de pesquisas que mostram que 65% das empresas valorizam candidatos que sabem inglês. Nas multinacionais a valorização é de 95% das empresas.
“O que precisa ser percebido é que saber inglês não serve
apenas para a comunicação com pessoas de outros países.”
Capacitando.Net: Mas parece que os jovens não percebem isso.
Guilherme F. G. Dias: O que precisa ser percebido é que saber inglês não serve apenas para a comunicação com pessoas de outros países. Faça um teste: pesquise sobre qualquer assunto na internet em Português. Depois pesquise em Inglês. Você irá perceber que em Inglês terá não só mais resultados, mas também notícias atualizadas, fontes mais confiáveis e estudos mais aprofundados. Com isso, ter um funcionário que sabe inglês significa competitividade, diferenciação e oportunidade para as empresas. Além disso, existe um componente relativo à percepção de interesse do candidato. Se você compara o currículo de um candidato que sabe inglês (mesmo que em nível intermediário), com outro, semelhante, mas que não sabe, irá preferir o primeiro, mesmo que a posição não exija. Isso porque mostra que o primeiro candidato buscou o conhecimento. É uma questão de atitude, de pró-atividade.
Capacitando.Net: Mas considerando que os jovens hoje conseguem se comunicar e acessar conteúdo em inglês, e se virar com a tradução, ainda há espaço para os cursos de línguas? Qual seria a vantagem?
Guilherme F. G. Dias: Os tradutores on line ainda deixam muito a desejar. Quem confia no uso deles, se dá mal. Basta ver o tanto de posts no twitter que “malham” quem usa os tradutores. Nós acompanhamos isso de perto. Entretanto, eles tendem a evoluir. Eu acredito que, em um futuro muito próximo, poderemos falar em um idioma e ser ouvidos em outro, com o uso da tecnologia. Isso já acontece em pequena escala. Mas o conhecimento e a cultura jamais poderão ser substituídos pela tecnologia. Essas ferramentas poderão “quebrar o galho”, mas em se tratando de perfil profissional, quem depender dessas “bengalas”, não será tão competitivo quanto quem for fluente no idioma.
Capacitando.Net: Pensando em valores, o senhor acha que os cursos estão mais acessíveis para os jovens de modo geral ou ainda é um sonho de consumo? Que papel os cursos on line têm nesse aspecto?
Guilherme F. G. Dias: Hoje não existe mais desculpa em relação ao preço para quem quer aprender inglês. Os cursos tradicionais continuam tendo um valor bastante elevado, especialmente nas grandes cidades. Mas o acesso a cursos on line vem sendo cada vez mais uma opção que, além de diversas outras vantagens, é mais barata. Agora é importante não confundir preço baixo com qualidade baixa. A tecnologia permite que você atenda um número grande de alunos a um preço baixo, sem perder qualidade. Da mesma forma que se faria em relação a escolas presenciais, é preciso que os alunos pesquisem onde irão estudar, qual a tradição e o método da escola on line em que estão estudando, pois no mercado virtual também existem “picaretas”.
Capacitando.Net: Como o aluno pode diferenciar o joio do trigo?
Guilherme F. G. Dias: Com a internet, encontrar as empresas sérias talvez seja até mais fácil. Em 10 minutos, usando uma boa ferramenta de pesquisa, você irá descobrir as principais instituições do setor e ver depoimentos favoráveis e desfavoráveis em sites como o Reclame Aqui, por exemplo, ou em sites e blogs por todo o país.
Capacitando.Net: Porto Alegre será uma das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Eventos de grande porte como as Olimpíadas e a Copa do Mundo favorecem o interesse pelo estudo de idiomas ou ainda não foi possível perceber isto?
Guilherme F. G. Dias: Esse é um tópico muito interessante, porque está constantemente sendo trabalhado pela mídia, não só aqui, mas em todo o país. Tudo o que for feito para esses eventos, irá ficar, seja para o bem ou para o mal. Por exemplo: se forem construídos 300 novos leitos de hotéis em Porto Alegre, estes servirão para a Copa, mas depois irão ficar. Será que o investimento terá reflexos positivos no futuro? O mesmo vale para a qualificação da mão-de-obra. Se você ensinar inglês e espanhol para 30 mil pessoas em Porto Alegre, como em um projeto do qual estamos participando, este conhecimento irá ficar. A Copa irá acabar, mas você continuará tendo 30 mil pessoas mais bem qualificadas, promovendo a cidade e recebendo melhor os mais de 1,4 milhões de turistas que nos visitam anualmente.
“falar inglês pode aumentar
seu salário em até 30%”
Capacitando.Net: O que o senhor diria para um jovem que está em dúvida se deve estudar um idioma?
Guilherme F. G. Dias: Diria que não existe dúvida. Não há dúvidas sobre essa necessidade. Enviar um currículo sem constar ao menos “Inglês Intermediário” poderá significar que seu currículo não será sequer lido pelo recrutador. A dúvida hoje é se é melhor aprender Espanhol ou Mandarim. Não se discute mais se é importante aprender Inglês, pois isso é obviedade no mercado. Quem não está correndo atrás disso, está fadado a ter cargos essencialmente operacionais e de baixa faixa salarial, com raras exceções. Pesquisas apontam que falar inglês pode aumentar seu salário em até 30%, pois você irá assumir funções mais importantes, que só são oferecidas para quem sabe inglês.